
O amor parece-me oportunista
Os romances no início se mostram eternos
Mas é só um deslize na molhada pista
Acabam-se de todo como acaba o inverno.
Os eu te amo soam tão fracos
Mesmo assim guardo cada minuto
Ainda lembro do sono em seus braços
Ainda hoje eu me pergunto.
Quando soou o sino da separação?
Alessandro vive mesmo a inconstância
Eu te amo, sim, por que não?
Pra você já não tem mais tanta importância.
Eu destruí a pedra do sacrifício
Eu fui o algoz da minha alma guardada
Eu não sorri, foi muito difícil
Sei bem que após, sou uma alma penada.
Como pude, se velei o sono da minha linda?
Como posso seguir amando ainda?
Não posso mais fingir que vivo a vida
Nem tampouco posso não permitir que vivas.
Omiti pra ti mil sinceridades
Hoje estou longe até de mim, dos outros
Sozinho vejo que escondi verdades
Meus sentimentos ladram como que cães loucos.
Me sinto perdido na tempestade turva
Sinto falta das ruas, viadutos e prédios
Queria perder-me nas suas curvas
Só você amortece e alivia esses tédios.
Expresso aqui as emoções latentes
Deixo fugirem os cães raivosos
Afastei de mim os afiados dentes
As sinceridades e dias chuvosos.












































