quarta-feira, 22 de abril de 2009

Um Olhar Ao Horizonte


Nesta vaga folha de papel branca
É tão difícil imaginar a vida
Esta de tijolos alaranjados construída
Como uma canção de amor bem franca.

Tive de dar uma volta no pátio
Tomar água, olhando pela porta de vidro
Lembrando os passos perdidos
E dos segredos mantidos, intactos.

É realmente o velho caminho de chão batido
Que do alto o verde se eleva
Que de entre as pedras que nasce a relva,
No alto da montanha espelhada ao vidro.

É a procura do inacessível contentamento
O mergulho na espessa onda de ar
Que entra leve pelas frestas a dissipar
A tristeza que é carona do vento.

Sentar dissimulando pensamentos
Que se nascem, nasceram do nada
Um nada que aguarda à beira da estrada
Estrada errada que confunde sentimentos.

Mas pela última vez quero meu nada
Pois esse espectro que se aproxima é a escuridão
Mas antes do entardecer a conclusão
Que a felicidade é como chuva na calçada.

E continuo sobrevoando bem com calma
Observando atentamente essa beleza
Em minha vida só encanto, só pureza
Para que viva muitos anos minha alma.

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