
O caminheiro vai contente com o seu cajado na mão;
Não, não é deficiente,
Mas faz parte da missão.
O caminheiro vai alegre e cantando quando pode,
Na estrada de poeira,
Mas poeira se sacode.
Ele leva uma mochila bem pesada nos trieiros,
Ele vai feliz da vida
Sem tristeza e sem dinheiro.
Pára pra comer e conversar com os caminheiros,
A lua é seu teto
E sua casa o mundo inteiro.
Não arruma namorada, até porque não sobra tempo,
É dificil uma amada
Que queira dormir ao relento.
Sabe que seu caminho é ora flores, ora espinhos,
Mesmo assim segue andando
Pois não gosta de desvios.
Gosta mesmo da vida, desatinos, destinos, percalços,
E não reclama das feridas
Que ostenta por pés descalços
O caminheiro vai sozinho, com seu cajado a cantar,
Segue por novos caminhos,
Não sabe onde vai chegar.
Um comentário:
Olá Alessandro Vargas!
Tenho a honra de ser momentâneamente o docente de sua irmã Aline Vargas no curso de graduação em Administração - Turma Especial de primavera do Leste - promovido pela Universidade Federal de Mato Grosso.
A admiradora de seu trabalho me indicou o endereço de seu blog para conhecer suas poesias.
"O Caminheiro" me encantou.
Parabéns! O Brasil precisa de mais poetas e menos economistas.
Até a próxima visita.
Abs.
Elifas Gonçalves Junior
www.elifas.adm.br
www.indigestao.blogspot.com
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