
Queria escrever algo pra você e pra mim
Mas algo não tão singelo e abstrato
Mas algo tátil e verossímil.
Só queria que você soubesse
De como é feliz sermos contemporâneos
Podia ter nascido no tempo de Dom Pedro
Mas não, dividimos os mesmos tempos
Respiramos os mesmos ventos.
Mesmo errando e sendo humano
Mesmo que faleceremos e seremos esquecidos
Ainda não te esqueci
E somos contemporâneos.
Entra ano e sai ano
As gerações vão mudando
E nós cada vez mais mundanos
Mas não mudam-se os planos
Somos retrógrados
Somos nossos fotógrafos
Pra quem sabe um segundo plano.
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