
Meu jogo é insólito
Mas não insosso
Sinto seu hálito
De menta em meu rosto.
O fogo é hiperbólico
E faço o que posso
Não me sinto bucólico
Do resto destroço.
E a posso em minhas mãos
E contenho segredos
Compus a canção
Quando a tive em meus dedos.
Desejo contido num átimo
Sinto-me ótimo e realizado
Ao te ouvir senti-me estático
Mas o corpo sabe o seu fardo.
E responde ao que faria de pronto
Consumo-te os fluidos todos
Não deixa-se fora de ponto
Consumo-te de todos os modos.
Até sua respiração aspiro forte
Pra captar e sufocar-te do jogo
A fé e a sensação conspira a sorte
Mas não vai desvendar-me de novo.
O sexo é desconexo mas não desconsertado
O resto é sempre o resto mas não desconcentrado.
O corpo é imune a moral e aos bons costumes
Sou amoral de todo e assumo
Mas vou ser sempre mal pra que não acostumes
Do resto me viro me garanto e me arrumo.
Do corpo é o sal e o doce do desejo
O frenesi o tremor é normal
Ao toque o sabor e o seu beijo.
Antes que acabe por inacabado
Um copo com vodca diazepam e um bom Nietzsche
O cansaço do corpo acabado
E faria de novo acredite.
2 comentários:
meu deus, gostei demais disso. mto bom. quero escrever assim qdo eu crescer.
Muito obrigado querido (a) anônimo (a)... Com certeza, deves escrever, até melhor. Mas agradeço a lisonja.
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