
E as pessoas dizem por aí:
_ Olha, ele ainda vive!
E botam seu nome no Google...
Um sonho que nunca tive.
E lembra-se de brincadeiras,
Entre praças e bem-me-quer,
Toques em dormideiras,
Esconde-esconde em canto qualquer.
Entre castelos andam ainda,
E dizem meu nome em vitupérios,
Mesmo que tarde da noite se finda,
Meus perjúrios são deletérios.
E há acromanias por toda a parte,
Nas retinas, em nós, simbiose,
Ignora-se a chama que arde,
E na válvula cardíaca, necrose.
Uns dizem dele hipérbole,
Outros o veem cataclisma,
Uns temem dele overdose,
Outros pra isso nem ligam.
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