sexta-feira, 14 de junho de 2013

A Bala da Vez

Ele podia matar um de vocês
Com sorte mataria até os dois
Provar quem é a bola da vez
E resolveria os detalhes só depois.

Mostrar que também tem sangue na veia
Mostrar que não se faz isso com um ser humano
Provar que não se brinca com a dor alheia
Afinal já sabe bem o que estou falando.

Passaria horas com a bala entre os dedos
Observando o brilho fosco que ela tem
A mesma bala pra perfurar tantos segredos
E aniquilar de uma vez por todas o mal também.

Vai por um fim nos sorrisinhos falsos todos
E calar a zombaria desses tolos
Põe uma bala na cabeça desse amor
Não espere que apodreça os seus miolos.

Tem o seu nome gravado na bala fosca
Tem um endereço pra você de chama e dores
Você será uma iguaria para moscas
E um inferno reservado aonde fores.

Cansado da traição, sua prostituta!
E quanta luta pra manter, não se respeita
Também morre quem debate, quem reluta
A bala da vez agora é sua, aproveita!



***


2 comentários:

luza disse...

Lindos poemas...Abraços.

Ale Vargas disse...

Muito obrigado. Volte sempre. Abraços!