sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vidas em Jogo (Quase um soneto)

Quando a conheci já era insana,
Mas muito bem a mim fazia;
Não compreendia toda a trama,
Enquanto eu já enlouquecia.

E entre mimos, risos e choros,
Ao mesmo tempo, embaraçados;
Entre lágrimas, suspiros e gozos
Acordávamos, enfim, abraçados.

Sorriso infante, andar mais ainda,
Não sabia o risco que a mim despertava,
Talvez da minha vida, a moça mais linda,
Melhor se acordasse enquanto ainda sonhava.

Presentes, passados, vidas em jogo,
E vidas duplas de um lado e de outro;
Traição, depressão, mentiras e fogo,
E muita culpa aliada ao pecado.

Um soneto imperfeito de amor e de ódio,
Infelizmente são essas palavras,
Hoje inexiste qualquer dor ou imbróglio,
Mas ainda persiste o som das suas risadas.

4 comentários:

Alessandra Chaves da Silva disse...

Como sempre me surpreendendo com suas palavras...

Lindo o post...

Alessandro Vargas disse...

Muito obrigado Alessandra.
Fico feliz por ter gostado.

Eis minhaa receita:

Adicionei verdade, com uma pitada de dor e angústia a gosto.

Alessandro Vargas disse...

Ah, observação: Fiz esse poema na madrugada de quinta-feira (01:10h), assistindo ao filme "Louca Obsessão, no Intercine na Rede Globo...

Filme estranho.

Passei a noite em claro.

Alessandra Chaves da Silva disse...

É por isso que gosto de suas palavras... porque nelas tem verdade...