sexta-feira, 2 de abril de 2010

Um Doce Dia para Ananda - Parte IV - "Ananda, A flor da Vida"

Ela havia desistido da vida. Por quê? Em breve explicarei, mas sem delongas por agora, ou melhor por ora.

Ele consentia do fato de que nada era mais impossível que Dom e Ananda, unidos.

Naquela tarde sombria, mesquinha, para ela vazia, era somente ela, tão-somente-ela, e quatro caixas de comprimidos coloridos na estante. E nada mais seria como antes. A dor pungente, o seio arfante, aquele mesmo que Dom amante, tanto ousara em seus sonhos, na verdade infante.

O brilho do sol se dissipara de tanta mágoa estampada na cara, o rosto sobreposto em lágrimas salínicas, demasiadas salgadas. Ninguém dissera que a fuga nada mais era que o suicídio lento que em breve achegaria.

Mas suicídio não lhe convinha, tinha aquilo como um refúgio daquilo que o mundo todo a expunha sobremaneira e que lhe oferecera com gosto de mel, e na verdade era mistura de fel e sangue coagulado.

Jogou de lado o travesseiro molhado, e o sentimento exposto, lembrou do gosto da noite de ontem, "quem a seguira?" "quem a espreitava?"...


(...)

Um comentário:

Alessandra Chaves da Silva disse...

Estou a espera do próximo capítulo... ^^