quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Imperfeições


Não sou perfeito
Talvez um defeito que muitos queiram ser
Não sou um sujeito
Mas estou sujeito aos seus trejeitos que insiste em ter.

Não fui eleito
Nem homem feito pra ser do jeito que quer que eu seja
Mas tá desfeito todo encanto que um dia atribuí a ti, sua beleza.

Guardei suas afeições em odres de perfume e todas as suas imperfeições
Vibrei de emoções
E restaurei o que havia de podre e negrume nos dois corações.

Ganharia mil almas
Se restaurasse de todo os complexos, a vida, os sonhos e a calma
Uma salva de palmas
Se lavasse seus pés e regasse de flores, refrigerasse sua alma.

Mas já foi superado
O novo é sempre torpe e o que lhe trago é muito vago
Todo o resto é ultrapassado
Sei que tens um novo e meu lugar hoje é a gaveta lá do passado.

Sem conjeturações
Pois minha aparência é a de espectros noturnos e nauseabundos
Cem especulações
Do que é decadência, e aspectos soturnos que assombram seus mundos.

2 comentários:

Rejane Camargo disse...

é incrivel com as palavras são doces macias prefundas gosto disto um grande abarços e parabens por seu talento

Alessandro Vargas disse...

Muito obrigado.
Procuro escrever com sinceridade.
Obrigado pelas belas palavras.