segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vodca, Diazepam e Nietzsche


Meu jogo é insólito
Mas não insosso
Sinto seu hálito
De menta em meu rosto.

O fogo é hiperbólico
E faço o que posso
Não me sinto bucólico
Do resto destroço.

E a posso em minhas mãos
E contenho segredos
Compus a canção
Quando a tive em meus dedos.

Desejo contido num átimo
Sinto-me ótimo e realizado
Ao te ouvir senti-me estático
Mas o corpo sabe o seu fardo.

E responde ao que faria de pronto
Consumo-te os fluidos todos
Não deixa-se fora de ponto
Consumo-te de todos os modos.

Até sua respiração aspiro forte
Pra captar e sufocar-te do jogo
A fé e a sensação conspira a sorte
Mas não vai desvendar-me de novo.

O sexo é desconexo mas não desconsertado
O resto é sempre o resto mas não desconcentrado.

O corpo é imune a moral e aos bons costumes
Sou amoral de todo e assumo
Mas vou ser sempre mal pra que não acostumes
Do resto me viro me garanto e me arrumo.

Do corpo é o sal e o doce do desejo
O frenesi o tremor é normal
Ao toque o sabor e o seu beijo.

Antes que acabe por inacabado
Um copo com vodca diazepam e um bom Nietzsche
O cansaço do corpo acabado
E faria de novo acredite.

2 comentários:

Anônimo disse...

meu deus, gostei demais disso. mto bom. quero escrever assim qdo eu crescer.

Alessandro Vargas disse...

Muito obrigado querido (a) anônimo (a)... Com certeza, deves escrever, até melhor. Mas agradeço a lisonja.