quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Meu Cais


Solidão já não me adianta
Procuro um porto seguro
Cada panela tem sua tampa
Agora é isso que procuro.

Vivi dias de tribulações
E não tinha o leme à mão
Naufraguei nas emoções
Afoguei meu coração.

Mas são comuns as turbulêncas
Águas turvas e selvagens da alma
As ondas vem com violência
Destruir os rochedos da calma.

Foi-se o tempo dos mergulhos
Nos seus beijos confortadores
Hoje à volta vejo entulhos
Do que sobrou dos meus amores.

Procuro um cais pra não cair
Pra ancorar enfim ancorar
Um lugar, não mais sumir
fazer meu lar, contigo um par.

E há razão de achar meu cais
Quero um amor pra vida toda
Que não sofra nunca mais
Que habite a minha boca.

Não mais o náufrago de antes
Mas aguardo ancioso minha flor
Viveremos amando e amantes
Carregando a verdade e o amor.

Sem mais resquícios de tristeza
Só a beleza despontando à volta
Deixar levar-se com a correnteza
Dissipar trauma e revolta.

Quero levar-te pro mar aberto
E viver como se fosse acabar
Inundar de ti o meu deserto
E viver só pra te amar.

2 comentários:

Luz Imaginária disse...

Quero levar-te pro mar aberto
E viver como se fosse acabar
Inundar de ti o meu deserto
E viver só pra te amar.


De uma beleza incrível...

Alessandro Vargas disse...

Obrigado amiga.