terça-feira, 17 de março de 2009

Decadência...


É decadência sim...
Por que fui ver sua fotos?
Por que ouvir as mesmas músicas?
Precisava ouvi-la...
Mesmo que em desaforos ríspidos...

Que delícia sua voz...
A tenra doçura da infância...
A aparência melindrosa fingida de atroz...
Muita distância.

Não me importa a ignorância.
Não me importa a distância.
Só queria dizer-te atualmente...
Que viveria ao teu lado eternamente.

Que tudo o mais que faço
Serve apenas pra chegar ao teu encalço...
E que todo o dia me refaço
E o faço como posso.

Toda decadência por ti é perdoada
E cada quilômetro percorrido foi bem gasto
E cada gasto que tive foi bem pago
Se pensar na recompensa de teus braços.

Jamais esquecerei que me esperavas
Jamais me esquecerei quando me abraçavas
Jamais esquecerei suas palavras
Jamais me esquecerei quando calavas.

E a saudade sem par de dormir abraçados
Os dedos colados, as mãos entrelaçadas
As falas desencontradas sem nexo sem nada
As minhas risadas e você se irritava.

Hoje imagino como deva ser pra você me ignorar
Como deve se proceder pra esquecer alguém completamente?
Talvez amar realmente seja só falar sem nem pensar
Parece-me algo de quem não sabe exatamente o que se sente.

Parece-me que aquela tarde foi premonição.
Como uma despedida parece que foi.
Uma tarde de amor a sós, nós dois.
Uma tarde pra ficar no coração.

2 comentários:

Mariza Resplandes disse...

Prefiro nem falar nada.

Alessandro Vargas disse...

Talvez só você possa falar algo.
Mesmo assim obrigado pela compreensão.