quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Atravessar o Mar Vermelho


Amo-te mesmo quando não posso
Amo-te mesmo quando não podes
Atravessamos o mar vermelho
Por um contato mais próximo

És a minha presa indefesa
Receba a reprimenda que trago
Fé na minha fortaleza
A fumaça de ti toda trago

Sacrifico-a em prol do desejo
E pode haver de ter sangue
Sou seu mau benfazejo
Sou seu sacrificante
Atravessamos o mar vermelho
Por um desejo maior, esgarçante

Recebe o afeto de que falo
Receba-o com agrado
Escorre pela boca o mel de fato
O leite alvo sagrado

Abro-te mesmo em meio a óbices
Abro-te mesmo com muitos esforços
Amo-te sempre que posso
Ama-me sempre que podes

2 comentários:

Amanda Noleto disse...

E eu amooooooooooooooo-te demais...

Bjus amigo... =)

José disse...

Sê trágico, firmeza de acto!

Os membros desse jargão lisérgico se espelharão nesta superfície turbulenta.

Jubilosos são os que alcançam as margens queridas e seus encantos. Mas me parece fria a correnteza destas tuas águas e suas respectivas marés, não obstante, já não contente de conhecer a fisiologia medida, gargarejamos os teus versos, prum possível dispor (outrora).

Encaixou como uma luva!