terça-feira, 10 de junho de 2008

Tristeza...



Bate pungente no meio da madrugada...
Corre desvairado em sua cavalgada...
Em seu galope um ronco metálico...
O vento frio golpeia sua cara...

Nem paciência pra um livro, pra nada...
Nem vontade de viajar para longe...
Nem vontade de chorar, não há lágrima...
Nem vontade de voltar para casa...

A tristeza desponta de longe...
A solidão destoa no peito...
A incerteza é meu rumo, é o horizonte...
Que eu uso pra entender o meu jeito

Eu grito por sua alma na noite turva...
Procuro encantos há tanto tempo já esquecidos...
Eu minto pra ter minha calma mesmo na chuva...
Eu fujo dos meus tormentos que cães famintos...

No meu cavalo de metal não sou cavaleiro...
Estou só fugindo e fugindo dos meus algozes...
Sou em quem falo e mal e mal estou me ouvindo...
E em meus ouvidos pareço ouvir um milhão de vozes...

Só vim pra abraçar, beijar, sem mais o que...
Vim sem pensar só vendo as luzes através de meus olhos úmidos...
Sim sem pensar mas com o afã de não mais sofrer...
Sim pra falar que não mais terás dias estúpidos...

Encontrei então o afeto que há tempos procuro em mim mesmo...
Quando saí do meu egoísmo e fui à busca desatinada...
Queria mostrar que não sou por acaso, não sou a esmo...
Queria mostrar que um dia comigo poderás ser amada...

2 comentários:

Alexsander de Vargas...o Ale. disse...

Oi cara, que interessante mesmo...nomes,poemas,angústia,idéias. Algumas semelhanças que fazem a vida ser divertida, engraçada.Podemos, se vc quiser, fazer aquela parceria de links.Abraço aí e qualquer coisa manda um recado aí.

Alessandro Vargas disse...

Lógico que podemos fazer sim... Quando quiser... Ah, e tem mais semelhança, te achei lá no blog Godard City, nem precisa dizer que tb curto o cara né... hehee