quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A flor da noite


"... É sim assim, olente como uma flor da noite,
Mas só se sente se se aproxima dela..."


E bem que queria, e deveria,
Se não fosse o desvario a correr pela espinha.
O desvario que me faz inerte ao tempo,
Ao tempo preciso em que mais precisei do seu sorriso.

Hoje lembro-me dela, aquela, terminava com ela;
Nem sei o tempo preciso em que terminava com ela.
Hoje nem sei o que preciso.

Faço invertido o sentido do que realmente preciso,
Dolorido como um dente do siso,
É relembrar cada dia sofrido ou vivido,
Sei lá, não sei dizer o que é isso.

Ao passo em que passam-se os dias, inadiavelmente sigo seus passos,
Inacreditavelmente o passado não passa. E eu o que faço?
Lembro-me novamente, é tudo “assim, olente como uma flor da noite, mas só se sente se se aproxima...”... Novamente, novamente.

Um comentário:

Miliana disse...

nossa ale muito lindo amei...